Qualquer Bobagem

Escute uma canção, leia qualquer bobagem, ouça o coração… ou não.

Sobre Revolução

April 29th, 2008 by Bruno Leite

Provavelmente não é possível que as não-elites tomem o poder para si sem interferência de alguém da própria elite.


Revoluções não visam rasgar a visão-de-mundo presente e sobrepor por uma nova e completamente diferente, visa apenas reformar a presente visão-de-mundo. Revoluções sempre têm como chave a elite.

Embates entre elites já foram catalogados pela história antiga, moderna ou contemporânea, sempre que uma reforma se viabiliza uma elite tem envolvimento direto ou indireto sobre a reforma, não é de hoje que as reformas começam no âmbito intelectual dos mais abastados e se tornam revoluções ou revoltas pelas mãos do povo.

Seria por isso que a grande revolução Marxista não chegou a ser executada de forma correta? Seria por isso que tomadas de poder por uma elite de mentalidade socialista nunca deixou que seu povo governasse realmente sua conjuntura democrática?Talvez a grande massa popular não esteja realmente preparada para ter o poder em mãos e dividi-los com seus irmãos.


O ideal Marxista se torna bem claro afinal, se o poder tem de estar na mão do povo, por que só um representante do povo tem que deter o poder? Se apenas o representante do povo detém poder ele é elite e não povo, como resolver esse impasse? Todo o povo detém o mesmo poder! Porém mesmo em uma sociedade utópica existem mediadores, e esses, sim detém mais poder ou privilégio que seus outrora iguais.


Provavelmente não seja possível uma reforma sem influencia elitista, bem, uma boa fórmula revolucionaria é: Educa teu gado, se tu ainda tiveres poder sobre ele após isso, implementa tua visão de mundo em todo ele, seja o líder, não podes ser assassinado por seus homens (ou mulheres) de confiança que gradualmente foram criando sua própria ideologia e querem dominar o teu gado já esclarecido e imune à tua dialética. Domine e oprima toda e qualquer revolta interna do seu gado, incluindo revolucionários que tendem a reformar teu governo com o apoio de seguidores, extirpe brigas internas entre facções de ideologias conflitantes originadas de ramificações sociológicas da sua reforma, claro, faça isso sem ser taxado de opressor. Depois de dominar esse gado intelectual e não ser morto.

Faça uma revolução socialista
Não seja revoltado.

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Sobre Minha Avó e o Poder da Música

April 25th, 2008 by Jeft

Não tem como negar. A música realmente é uma das melhores invenções do homem, ou quem sabe, é a melhor. Hoje tive mais uma prova de que essa premissa totalmente é verdadeira.

Um dia desses perguntei a minha avó quais musicas ela gostava de escutar, então ela disse:

- Eu gostava muito de samba canção, valsa, bolero, tango…

- E os cantores, quais eram os teus preferidos, vó?

- Ah! Eu gostava muito de Orlando Silva, Carlos Galhardo, Vicente Celestino e algumas musicas do Roberto Carlos.

- Qual a década do Roberto Carlos que a senhora gosta mais?

- Eu não gosto muito daquela época do calhambeque.

- Então a senhora gosta mais da década de 80 pra cá?

- Isso, gosto muito de “Montanha”, “Fé”… Que tocaram nos 15 anos da tua mãe, tocou também “Jesus Cristo”, mas eu não gosto muito dessa, todo mundo canta essa música…

Vi que ela ficou entusiasmada ao falar sobre o que ela gostava de escutar, então prometi gravar uns cds com as músicas desses artistas. Toda vez ela me cobrava os cds e eu sempre dizia que não tinha encontrado, que as musicas eram muito difíceis de encontrar. Era tudo mentira. Eu sempre esquecia de procurar, e inventava essas desculpas.

Hoje à tarde subi para tomar café, e minha avó tava lá sentada sozinha e pensativa. Sentei do lado dela e perguntei por que ela tava daquele jeito. Vê ela desse jeito já é normal pra mim, mas me veio uma vontade de perguntar, mesmo sabendo o que ela ia dizer.

- O que tu tens, vó?

- Ah, meu filho…

Ela começou a falar de dividas, de desavenças, de arrependimentos, de saudades e injustiças. Os grandes problemas de pessoas comuns e trabalhadoras. Ver minha vó com aquele olhar triste com uma lagrima escorrendo, me deixou irritado por saber que eu não poderia fazer nada para mudar tudo isso imediatamente.

Então pensei comigo “Posso sim fazer alguma coisa, é uma coisa pequena, mas acho que vai trazer uma felicidade instantânea”. Desviei a conversa pra outro rumo:

- Ei vó! Achei um site cheio de musicas antigas, acho que lá tem as musicas que a senhora queria.

- Será? Essas musicas são muito antigas! Tu não vais achar.

- Mas essa é a especialidade do site, musicas antiga – Consegui arrancar um sorriso dela com esse comentário. – Me diga quais são os cantores, que eu vou anotar.

Ela dizia os nomes, agora com um olhar diferente, tava menos infeliz do que antes, quando falava dos problemas. Anotei tudo, desci para procurar os tesouros. Enquanto eu procurava, ela veio duas vezes me perguntar se eu já tinha encontrado alguma coisa. A ansiedade dela me deixava mais interessado na buscar, estava muito feliz em saber que ia fazer minha avó feliz por um momento.

Depois de muita busca, consegui encontrar um cd de Carlos Galhardo, dois cds e um documentário de Orlando Silva. Isso me deixou muito feliz, mas muito feliz mesmo. Tratei logo de baixar tudo e gravar em cds. Fui eufórico dá a noticia pra ela, que ficou ansiosa para ver o resultado da peleja que eu tive na busca das musicas.

Depois da novela levei o dvd lá pra cima e coloquei o cd do Carlos Galhardo pra ela ver e me sentei de frente pra ela e fiquei atento a cada palavras e cada movimentos seus.

A primeira musica era “fascinação”, uma musica muito bonita que já foi re-gravada por vários artistas. Ela escutou a introdução e disse logo:

- Fascinação!! Essa é fascinação. “Os sonhos mais lindos sonhei…”

Ela não só disse o nome da musica, como também cantou a musica. Vê minha vó com os olhos brilhando e com um ar de felicidade e nostalgia, me deixou muito satisfeito, feliz e orgulhoso. É muito difícil conseguir deixar alguém que é cheia de problemas como ela, feliz daquele jeito, fazia muito tempo que eu não a via assim. Ao escutar o cd, ela se pos a se lembrar do seu passado, principalmente de sua infância.

Minha avó começou a ter responsabilidades quando era bem jovem. Ela era uma das mais velhas dos vários filhos, então ela tomava conta dos outros enquanto meus bisa-avos trabalhavam, e quando dava ia ajudar meu bisa-avô a tomar conta do açougue. Mesmo não sendo a mais velha, depois dos seus pais, era ela a responsável pela casa e muitas vezes pelos problemas familiares. Desde muito jovem, ela vem tentando resolver problemas dos outros e problemas dela. A partir daí ela não conseguia arranjar tempo para se dedicar ao prazeroso e simples ato de escutar música.

Ao escutar as musicas de Carlos Galhardo, ela voltou lá para sua infância, antes de começar a ter que cuidar dos problemas da casa, ela voltou pra época, que eu imagino que tenha sido a época mais feliz da vida dela, aquela época que ela não tinha grandes responsabilidades. Então Comecei a escutar historias de uma menina de nove anos.

Ela começou a se lembrar de vários cantores da época, falou vários, e eu só anotando. Entre eles tinha o Vicente Celestino, que quando tocava no radio, sua cachorrinha Tetéia começava a chorar ao ouvir as musicas de dor de cotovelo do Vicente. – Caetano Veloso fez uma linda versão no maravilhoso disco “Tropicalia Ou Panis Et Circenses”  de “Coração Materno”, que é uma música de Vicente Celestino - Tinha também o Francisco Carlos, que sua mãe escutava tomando cachaça e mascando tabaco enquanto lavava roupas. E também tinha Carlos Galhardo, que tinha suas músicas tocadas nos carros que pediam doações para ajudar pessoas carentes, ela chamava os carros de “pede-pede”. Me contou sobre um doente mental, que em noites de lua cheia, cantava bem alto varias músicas de Vicente Celestino.

Conversamos sobre musica, nuca pensei que um dia estaria falando com a minha vó sobre os cantores de hoje em dia não fazerem musica por amor, e sim por dinheiro. Ela falava dos grandes artistas de sua época, que não precisavam “fazer força para cantar”:

- Os cantores de minha época não precisavam se espremer pra mostrar um vozeirão bonito. Agora vê aquele Bruno do Bruno & Marrone, arregala o nariz, a veia do pescoço salta, e a voz dele nem é lá essas coisas…

Contou-me também sobre o tal do samba de breque, que ela achava engraçado e fez uma comparação com Zeca Pagodinho:

- Escuta o samba de breque, tu vais gostar, é bem engraçado, é como se fosse o Zeca Pagodinho de hoje em dia. Procura Felipe Petroni.

- Ta vó, vou procurar. Tem mais?

- Espera, deixa eu lembrar.

O cd acabou, e então troquei pelo vcd com o documentário sobre Orlando Silva. Ela olhava atenta para TV com um olhar feliz. Cantava e dizia o nome de todas as musicas que tocavam no documentário. Ela estava impressionada com a qualidade da gravação das musicas e com a imagem. Ela dizia:

- Isso é muito antigo, essas musicas são do tempo da minha mãe, como elas podem estar tão limpinhas assim, e essas imagens…

A velinha tava muito contente, quando o artista falava sobre uma musica, antes dele dizer o nome da musica, ela já dizia antes.

- Essa é “Rosa”, essa musica é muito bonita.

- Olha ai, não disse que era “Rosa”.

Ela até anotou o numero da casa de Orlando Silva, pra jogar no bicho. Minha vó tava feliz, e eu tava mais feliz por ver ela reagindo daquele jeito.

Acabou o documentário e começou a tocar uma musica, ai eu perguntei:

- E essa vó, qual é?

- Eu sei qual é a musica, mas não lembro o nome. Viu só? Essa foi a única que eu não lembrei, porque o resto…

A musica acabou, então ela se calou, se levantou e disse o que ela diz todas as noites:

- Apaga todas as luzes, que eu vou pro meu quarto rezar!

- Deus te Abençoe, meu filho.

E tudo voltou ao normal.

Ela nem agradeceu, mas isso é algo muito irrelevante perto dos sorrisos que ela me deu. Foi tão bom conversar com a minha vó sobre sua infância e sobre suas musicas favoritas, eu é quem deveria agradecer a ela por tudo isso.

Agora me diga, música é ou não é uma das maiores invenções? Talvez até seja o nosso melhor refúgio, pois ela não nos cobra muito e nem nos prejudica!

 

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Jogadores de Warcraft carregarão a tocha olímpica

April 22nd, 2008 by Brunno

Noticia direto da China =] :
“Jogadores profissionais de StarCraft e WarCraft III serão os responsáveis por carregar a tocha olímpica até a abertura dos jogos de Pequim, informou o site Computer and Videogames.

Jae Ho “Moon” Jang e Li “Sky” Xiaofeng, chineses e campeões do jogo de estratégia medieval da Blizzard carregarão a pira olímpica na procissão que correrá as ruas da capital chinesa e terminará na cerimônia de abertura dos jogos. Junto com eles estarão Junchun “Pj” Sha e Lei “Leilei”Shen, campeões em torneios internacionais de StarCraft.

Os “esportes digitais” serão representados nos jogos olímpicos através de um torneio de games paralelo ao evento principal, com disputas para jogadores de todos os níveis de experiência.”

E jogadores de Tibia não se desesperem, as paraolímpiadas vem ai! xD
aeoiaeoiaeoeiaoieoieeioeioeieoieoeioeaae

E começa a revoluçã nerd! 

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O Pirralho Pervo (Parte II)

April 20th, 2008 by Jeft

Pois é, como eu ia dizendo…

Jeft não era bicha, nem tinha tendências, mas a desconfiança de seus pais fez com que ele também ficasse desconfiado com sua própria sexualidade. Ao assistir a TV ele via algum homem bonito, e, naturalmente ele pensava “égua, esse cara é bonito!”, era um pensamento involuntário e natural, mas logo depois ele se perguntava: “eu sou bicha por estar achando aquele cara bonito? Caralho isso é coisa de bicha, tenho que parar com isso”. Esses pensamentos atordoaram a cabeça do nosso amigo por muito tempo, era um grande problema que ele tinha que resolver e passou muito tempo se empenhado em provar pra si mesmo que ele não era uma bicha. Jeft logo encontraria algo mais importante para se preocupar.

A Grande Descoberta

Numa tarde chuvosa, jeft, seu irmão e um amigo estavam brincando no quintal. A chuva parou e então jeft foi pra dentro de uma bacia cheia d’água. Lá ele começou a tocar e fazer alguns movimentos no seu pintinho gelado, aquilo foi ficando prazeroso, muito prazeroso, então ele gritou:

- Caralho, descobrir um negocio muito firme.

- O que? – Perguntou o irmão curioso.

Jeft ensinou. O irmão gostou e falou para o amigo, que ficou todo sem graça e não quis fazer. Os dois irmãos sempre se deram muito bem. Então quando Jeft ensinava alguma coisa nova para o irmão, ele sempre dava ouvidos, pois confiava em seu irmão e sabia que nunca se decepcionaria. Os dois irmãos deram inicio a um dos atos mais práticos de sentir prazer. Mas não durou muito, a empregada chegou e interrompeu uma das experiências mais importantes na vida dos dois irmãos. Nenhum dos dois chegou ao limite do prazer.

O pirralho foi direto para o banheiro para tentar aperfeiçoar a sua nova descoberta. Sentou-se no vaso sanitário e começou a executar sua técnica. Ficou um bom tempo ali, fazendo os movimentos, então resolveu mudar de posição. Deitou-se no chão do banheiro e firmou os pés e a costa no chão, deixando a bunda despregada da lajota fria, e então segurou seu fiel amigo com o dedo polegar e com o indicador e voltou a fazer o movimento sem parar. Ele não sabia o que o motivara a continuar fazendo aquele movimento em seu peruzinho, para a surpresa dele, com um tempinho começou a sentir uma sensação muito prazerosa, bem mais prazerosa que a sensação de ficar só fazendo os movimentos. Seu coração disparou, ele se sentia mole, as pernas ficaram bambas e uma sensação enorme de prazer tomava conta do seu corpo. Naquele momento, Jeft despejou de uma vez todo o prazer que estava contido no seu frágil corpo, despejou tudo que sentiu quando viu aquela menina linda da sala de aula, despejou tudo que sentiu quando viu a revista do pai, despejou todas as suas angustias, despejou toda sua vergonha, despejou toda sua inocência.

Depois disso, veio aquele arrependimento, Jeft tava se sentindo muito sujo. Mas tava se sentindo tão leve quanto uma pluma. Ele não sabia se o que sentia era ruim ou bom, era um misto de repulsa e atração. Depois desse dias ele nunca mais seria o mesmo.

Jeft batizara essa sensação de “cosquinha”. Agora ele estava se sentindo um Cabral no momento em que descobriu o Brasil, aquela era uma de suas maiores descobertas, e o deixou muito orgulhoso. Novamente jeft encontrou algo mais importante para se preocupar, esquecera tudo que lhe perturbava antes, agora ele só pensava em sentir a “cosquinha”. Na cama, na rede, na arvore, em uma construção, na praça, no banheiro, em todo lugar ele praticava o seu ritual, e tinha que ser como foi feito na primeira vez: pés e costas apoiados na base, segurando o pinto como o polegar e com o indicador, e fazer o movimento sem parar. Se não fosse desse jeito ele não chegaria lá.

Jeft contava orgulhoso a todos os seus amigos sobre sua descoberta, ensinava todos os passos para se chegar ao êxtase. Contou até para uma menina. É isso mesmo que você ouviu, ou melhor, leu. Ele contou para uma coleguinha de classe.

- Ei, eu sei um coisa que eu tenho certeza que tu não sabes. - Jeft diz com ar de superioridade.

- O que? O que? - Perguntou a coleguinha.

- Uma coisa que os homens fazem, mas eu só te conto se tu contar uma que as mulheres fazem.

- Tá legal - Concordou a menina - eu conto, eu conto.

Jeft explicou passo a passo como se faz e ainda contou algumas de suas experiências, enquanto a coleguinha o olhava de olhos esbugalhados.

- Pronto, é isso! Agora me conta o que você me prometeu.

- Não. - Disse a menina envergonhada - eu não tenho o que contar.

Isso o deixou frustrado, mas ele não deu muita importância. O que ele queria mesmo era contar para todos a sua grande descoberta.

Dois dias depois, na aula de reforço. Jeft não entedia porque as outras meninas ficavam olhando pra ele e rindo o tempo todo, e a professora que gostava tanto dele, agora só o olhava com uma cara séria. O leso nem ligou, afinal de contas ele tinha coisa bem melhor para se preocupar. Nem passou por sua cabeça que sua amiguinha tinha falado para todas as suas amigas e para a professora sobre a sua descoberta.

Continuou praticando e contando pra todo mundo. Até que um dia, jeft chega com um amigo para ensinar sua técnica:

- Cara, descobrir uma coisa muito firme!

- O que tu descobriste?  - Perguntou o amigo.

- Como sentir uma cosquinha muito firme no pinto.

- Cosquinha? - O amigo perguntou curioso - no pinto?

- É - Jeft diz orgulhoso. - tu tens que pegar o teu pinto e…

- Ahhh - o amigo interrompeu jeft - já sei o que é isso! É bater punheta. Punheta, rapá!

- Bater punheta? - Jeft pergunta intrigado - O que é isso?

- É isso que tu ias me dizer agora.

- Quem foi que te falou? - Perguntou jeft muito curioso.

- Todo mundo sabe disso, rapá! - Disse o amigo com ar de deboche.

- Como é que bate punheta então?

- É só tu ficar batendo, ora. - Diz o amigo, agora sorrindo.

Jeft estava preocupado, achando que a sua descoberta já havia sido descoberta. Ao chegar em casa foi direto para o banheiro, queria testar essa tal de punheta, que o seu amigo falou. Então ele entrou no banheiro com a mesma preocupação de um musico acusado de plagio que vai escutar a tal versão original da musica que ele plagiou sem saber.

Pelado debaixo do chuveiro, jeft dá umas cinco tapas com a mão direita no seu pobre amigo. Ao invés de prazer, obviamente o pequeno e inexperiente jeft sentiu dor, muita dor. Mas não ficou triste por não sentir prazer, ficou feliz, tão feliz quanto um pai ao olhar o exame de DNA de seu filho, e constatar que o filho é realmente seu.

- Puta merda! – Exclamou jeft feliz da vida – Esse negócio de punheta não presta, não presta mesmo! Prefiro um bilhão de vezes a minha cosquinha. Acho que aquele filho da puta só queria tirar uma com a minha cara. Onde já se viu? Bater no próprio pinto…

Isso mesmo, meus amigos. Jeft entendeu errado o procedimento e por um bom tempo acreditou que era o descobridor da cosquinha, ou melhor, punheta. Mas quando descobriu que os direitos da grande descoberta já pertenciam a outro pirralho que ele nunca soube nem nunca saberá quem é, nem se abalou muito. Ele já estava abalado com outro problema muito mais sério. E novamente nosso herói nunca mais seria o mesmo.

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Transplantes e afins

April 17th, 2008 by Brunno

Americano se mata após receber coração de suicida

Um americano que havia recebido o coração de um suicida em um transplante, há 13 anos, se matou da mesma forma que seu doador, afirma uma reportagem do jornal americano Beaufort Gazette.

Segundo o jornal, Sonny Graham sofria de insuficiência cardíaca congestiva quando recebeu, em 1995, o coração de Terry Cottle, que havia se matado com um tiro na cabeça.

Depois de um ano com o novo órgão, ele procurou a família de Cottle para agradecer pelo órgão e acabou se envolvendo e casando com a viúva de seu doador, Cheryl Cottle, em 2004.

O jornal cita fontes da polícia e afirma que, na semana passada, Sonny Graham, que morava no Estado americano da Geórgia com a esposa e tinha 69 anos, se matou com um tiro na garganta na garagem da residência do casal.

De acordo com um amigo de Graham, cerca de 300 pesssoas compareceram ao funeral, realizado na sexta-feira na cidade de Viladia, na Geórgia.

Segundo os amigos do casal, Graham não aparentava estar deprimido.

Herança

O fenômeno da herança de traços da personalidade do doador em transplantados já foi estudado por cientistas.

Em 2002, a revista científica Journal of Near-Death Studies publicou uma pesquisa extensiva realizada pelo neuroimunologista Paul Pearsall sobre o assunto.

Pearsall havia entrevistado cerca de 150 receptores que haviam passado por transplantes de coração ou de pulmão e afirmou que as células vivas do tecido do órgão transplantado tinham a capacidade de memória.

A teoria, conhecida como “memória celular”, foi tema de um livro escrito por Pearsall e inspirou ainda outra publicação - ‘A Voz do Coração’, da professora de dança Claire Sylvia.

Ela, que havia sido entrevistada por Pearsall, descreve sua experiência depois que recebeu o coração de um jovem em um transplante. Sylvia, que nunca havia bebido cerveja, acordou da cirurgia pedindo pela bebida - a preferida de seu doador.

Apesar das pesquisas sobre a herança da personalidade dos doadores, vários especialistas em transplantes afirmam que ainda há pouca prova científica sobre esta relação.

Você acredita que isso  possível? deixe a sua opnião =]

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