Pirralho Pervo - Parte III
July 30th, 2008 by JeftEm um desses natais, o pirralho ganhou um computador com internet e tudo, coitado, o moleque pirou, passou umas duas semanas pregado no computador e descobriu um chat que podia encontrar meninas – ou meninos, vai saber – e levar elas pro reservado e enfiar seus bilhões de 1 nos bilhões de 0 delas (Saliência virtual… código binário e tal, saca?). Pronto, em tempos de informatização, o pirralho informatizou sua cosquinha também. Bater bronha e teclar putaria ao mesmo tempo era tudo que ele queria, não tinha nada melhor pra se fazer. Jeft chegava do colégio e já não se trancava mais no banheiro, agora se trancava no quarto e dali só saía pra comer e ir pra aula.
Jeft era alto, 22 anos, moreno claro, corpo escultural, olhos castanhos bem claros, cabelo liso, e o principal, bem dotado. Sem duvidas era o terror dos chats, e tava sempre praticando do sexo mais selvagem com lindas mulheres de olhos, bocas, tetas, bundas e tudo grande, mulheres que gostavam de levar tapas na cara enquanto eram penetradas pelo nosso garanhão, que teclava freneticamente e pressionava o enter com a mesma força que empregava nas ancas de suas companheiras de reservado na hora de arrebentar as pregas delas com sua pica de 20 centímetros.
Todo dia era o mesmo ritual, Jeft sentava na cadeira, ligava o pc, esfregava as mãos, estralava os dedos, olhava fixamente para o monitor e se conectava a internet. Quando ele entrava na sala, as meninas piravam, chegava até a rolar discussão pra ver quem iria primeiro com ele. O moleque era bom, as meninas adoravam a língua dele, o cara tocava vaginas como violinos, era bom nas preliminares e na hora do bom e velho “in-out, in-out”, ele não decepcionava e levava todas ao orgasmo.
Mas para o azar do experiente e cobiçado Jeft, começaram a aparecer uns carinha com nicks do tipo: Gatinho[Cam], Bem_dotado[Cam], Sexo_na_Cam. Aí fodeu-se, todas corriam pra cima dos pirocanacam. Então o nosso pirralho sentiu a dor de ser passado pra trás, de ser trocado e essa quel toda. Jeft ficou triste, deprimido… Sua vida não tinha mais sentido, só se resumia a ir pra aula e passar o resto do dia fodendo – o teclado, o mouse, a mão – mulheres de todo esse Brasil varonil.
Estava chegando as férias, e então o pai dele chamou ele pra ir passar as férias em alguma cidadezinha do interior. O moleque não queria ir, mas o pai o levou assim mesmo. Chegando lá, passaram-se alguns dias, então o pai dele veio e apresentou uma menina muito bonita. 17 anos, alta morena, olhos grandes, bunda grande, seios grandes… Enfim, a menina era exatamente como as meninas lindas dos chats. O pirralho não tava acreditando que estava cara-a-cara com uma de suas deusas virtuais e ele era só um moleque de 14 anos que se matava na frente do pc. O mais espantoso era que aquele monte de areia queria ser transportado na carroça do nosso amigo. Naquele mesmo dia, os dois começaram a ficar. Jeft endoidou, nem revistas, nem cosquinha, nem chats fizeram ele ficar tão feliz.
- E aí, moleque? Como foi? Passaste a mão nela? – Foram as primeiras palavras que ele ouviu do pai dele quando chegou em casa.
- Estás falando do que, pai? – Se faz de desentendido.
- Tu sabes de quem eu to falando.
- Da Aninha? - Sim, diga lá, meu filho, como foi?
- Normal, pai.
- Como assim “normal, pai” ? Passaste a mão nela?
- Claro que não, começamos a ficar hoje, né?
- O que? Não vacila, rapá. Aquela moleca já fode!
- Como tu sabes?
- Sabendo.
O pai do moleque não conseguia esconder a ansiedade, afinal de contas, aquela era a prova final pra saber se o pirralho era bicha ou não. O moleque ficou estarrecido quando ouviu o pai dele dizer “aquela moleca já fode!”, ele já tava apaixonado pela aninha, e como bom homem que é, colocou sua preciosa no pedestal e ninguém a tiraria dali e pensou “Ah, meu pai ta de putaria, aninha é mó santa”.
No outro dia, Jeft acordou se arrumou todo, se perfumou e foi encontrar sua amada. Os dois trocaram alguns beijinhos e Jeft jurou amor eterno a ela. A ninfeta não parecia muito entusiasmada com essa historia, parecia que só tava cumprindo uma obrigação, mas o mané nem se deu conta. Passaram-se dois dias e nada de mãos nas pernas, muito menos nos peitos. Até que a menina se encheu e resolveu fazer um triangulo amoroso sem perguntar para o Jeft o que ele achava ou simplesmente o trocou por outro e nem disse nada, mandou o cara ir avisar pra ele, sério, ela mandou mesmo.
- Não te falei, porra? – Frase clássica e irritante do seu pai – Mas não esquenta, ela vai voltar, aí tu faz o que tens que fazer.
Porra, bicho. Nunca o moleque tinha sentido tanta raiva, agiu como um mané quando o cara foi o sacanear, mas depois ficou bolando planos mirabolantes de como ele torturaria o filho da puta e de como comeria a safadona. Mas nem precisou botar os planos em pratica, no dia seguinte, aninha veio toda envergonha pedir desculpa e reatar o “namoro”. Jeft não entendeu nada, mas aceitou as desculpas e já sabia o que fazer.
Nem precisou ele se incomodar em levar as mãos até as pernas dela, ela mesma levou as mãos dele até suas pernas, pronto, era o que ele queria, foi com a mão subindo entre as pernas dela e passou a mão por dentro da calcinha e pela primeira vez sentiu aquela meleca maravilhosa em suas mãos, a menina nem chiou. Logo os dois foram para a casa dela.
Quando Jeft tirou a calcinha dela, seus olhos brilharam – Até hoje, pra ele, a hora de tirar a calcinha é uma das partes mais sublimes – e ficou na duvida se dava uma cabeçada na cabeça do cara da canoa ou se dava uma lambida, preferiu dar uma lambida rápida e depois castigou a menina com seu pintinho de não sei quantos centímetros. Ana parecia entediada e falava “tu não goza não, moleque”. Jeft ficou animado com o comentário dela, pensou que ela tava gostando do fato dele demorar tanto. Beleza, o pai dela chega e jeft é obrigado a se recolher para o banheiro e sentir a cosquinha sozinho lá. Esperou o pai dela patetar e foi embora feliz da vida. Simples assim sem muito lenga-lenga.
- Porra, bicho… – Todo orgulhoso, Jeft diz pro irmão – Saber que o teu pau ta todo arrebentado por uma boceta, é uma das melhores sensações que tu podes sentir.
- Conta como foi.
- Cara, foi muito bom, só não gozei…
- O que, rapá?? – O pai do moleque da um grito do banheiro – Como tu não gozaste, cara?
- Porque o pai dela chegou.
- Sei, sei…
- Porque ele se importa tanto? – Jeft pergunta baixinho ao irmão, que da de ombros.
- Traga ela pra cá amanhã, - Outro grito vindo do banheiro - eu e teu irmão sairemos.
No dia seguinte, Jeft nem precisou ir buscar-la, Aninha apareceu lá toda sorridente, logo depois que o pai do pirralho saiu com o irmão. Novamente Jeft não entendeu nada, mas nem quis saber de entender. Tratou de tirar a calcinha, deu umas cabeçadas na cabeça do cara da canoa e mandou ver, quando finalmente jeft tava quase se tornando oficialmente um homenzinho, ouve-se um grito: “Porra, Jeft! Mete com força nessa vagabunda!! HAHAHAHAHA”. Eram os caras que moravam ao lado, eles estavam brechando desde o inicio, os caras tiraram a forra das vezes que Jeft e seu irmão brecharam eles fazendo saliência também. Aninha ficou muito puta – mais do que já era – e não quis mais acordo, e novamente, Jeft foi sozinho ao banheiro.
- E aí, moleque, – nem precisa dizer quem é – gozou?
- Claro, pai!
- Esse é meu filhão!!!
Depois de um tempo, Jeft ficou sabendo que seu pai pagou ou papeou a menina pra ela tirar o seu cabaço, jeft acredita que ele tenha papeado mesmo, aquele velho não vale nada, mas quando se trata de papear uma vagabudinha, ele se transforma num gênio, se duvidar deve até ter comido a moleca também. Depois de um tempo também ficou sabendo que em chats de putaria só dá pirralinhas, pirralinhos e pederastas…
Pois é, a trilogia do Pirralho acaba aqui.
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